Sou formada em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS, em Cenografia pela École Nationale d’Architecture de Nantes, França e mestranda em Desenvolvimento Regional pela UNISC. Sempre tive habilidades artísticas. Escolhi estudar arquitetura, por ter oportunidade de mesclar trabalho com arte, mas, ainda assim, sentia falta de uma expressão mais livre, cênica, dramática. Fui mesclando arquitetura com teatro, com cenografia e com exposições. Finalmente, em 2016, deixei a arte entrar na minha vida e tomar o espaço que ela demandava.
Sempre presentes estão as questões espaciais, do território, da natureza e das emoções humanas, em especial as femininas. Encantam-me a natureza, as pessoas e suas histórias, as paisagens. Encantam-me o belo e as emoções humanas. Eu uso a arte para conversar com as minhas próprias emoções, para encontrar comigo em lugares que não poderia acessar. Trabalho com tecidos, pois descobri que esta é minha porta de conexão com minha ancestralidade feminina. É o fio invisível que costura minha identidade. Uso os tecidos como catalisadores de emoções. Uso do vídeo e da fotografia para registrar as cenas que crio no espaço.
Minha primeira exposição individual foi A Teia da Vida, em 2017. Em 2018, realizei duas residências artísticas autônomas, em Cabo Polônio e no Cerrado. Em 2019, minha obra Mater, uma intervenção e performance, foi realizada em Fernando de Noronha, a convite da Administração Pública da Ilha. No mesmo local, criei A Origem, uma experiência imersiva sensorial, com uma video-instalação sobre as relações humanas com a Terra e a Ilha. Em 2020, participei da residência artística Kaaysá em Boiçucanga, SP. Em 2024, minha pesquisa artística de cinco anos, com os tecidos e os territórios, será exibida na exposição Terra Chama, apresentada na Casa das Artes Regina Simonis, em Santa Cruz do Sul.

Ano: 2020
Dimensões: 90X70 cm
Técnica: FOTOGRAFIA DIGITAL
Audiodescrição: [Fotografia de uma pessoa em primeiro plano, à direita, coberta por um pano branco semitransparente, em uma rocha em aclive, próximo à beira da praia. A rocha ocupa quase toda a foto, desde a direita, de cima a baixo, parte central e inferior esquerda. Por ela, escorre água em alguns pequenos córregos, vinda de uma vegetação que aparece na parte superior direita, com pouca luz. Na parte superior esquerda, uma pequena faixa de areia, com algumas pessoas caminhando, e o mar, com algumas rochas. A luz do sol incide desde a parte superior esquerda, fazendo a água do mar ficar amarelada e a água que escorre sobre a rocha refletir a cor do céu.]
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Ano: 2018
Dimensões: 90X70 cm
Técnica: FOTOGRAFIA DIGITAL
Audiodescrição: [Fotografia de um grande pano vermelho esvoaçante, que ocupa quase toda a imagem, com uma parte que flutua, à direita e centro, e outra parte que está enrolada sobre uma superfície de areia, à esquerda. Na parte superior esquerda, céu nublado.]
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